Revista O Globo 13/11/2016

CIDADE | Jockey Club ganha novo complexo com três galerias de arte e dois restaurantes 

SEILÁ, MIL COISAS | POR JOANA DALE 

 

Pouca gente sabe, ou se lembra, mas antes de o Jockey se mudar do Maracanã ( para dar espaço à construção do estádio para a Copa de 1950) para a Lagoa, já existia no terreno um conjunto de casas denominado Vila Portugal, que logo foi ocupado por tratadores de cavalos. Com o tempo, o espaço – entre as tribunas e o restaurante Rubaiyat – foi descaracterizado por puxadinhos e algumas paredes viraram ruínas. Nos últimos anos, porém, o lugar foi revitalizado para a instalação do novo complexo de arte e gastronomia do Rio, com três galerias e dois restaurantes. A primeira a ser inaugurada será a Carpintaria, braço carioca da Fortes Vilaça, de São Paulo. Em dezembro, será a vez da Casa Camolese, misto de restaurante, cervejaria e clube de jazz idealizado por Cello Macedo e Vik Muniz. Para abril do ano que vem, está programada a inauguração da OMArte, galeria de Oscar Metsavaht. A área comum, de frente para a pista de corrida, tem projeto assinado pelo RUA Arquitetos. Por trás de tudo estão os amigos e empresários Francisco Pellegrino e Luiz Gustavo Neves. “A ideia é que seja um programa conjunto com o Jardim Botânico”, conta Francisco, fotografado ao lado de Luiz na janela da fachada de tijolinhos voltada para a Rua Jardim Botânico, exatamente em frente à entrada do parque. “Quando eu era pequeno, vinha muito às corridas com meu pai. O espaço vai fazer o carioca voltar a olhar para o turfe, mesmo que como paisagem”, completa Luiz.